Há certos ambientes de trabalho com tarefas que expõem os colaboradores a vários riscos ocupacionais. Esse tipo de demanda é muito comum tanto nas indústrias quanto na construção civil, entretanto, vale ressaltar que para esses postos de trabalho a realização de uma correta APR de segurança é obrigatória.

A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma ferramenta utilizada pelas empresas que visa reduzir o número de acidentes de trabalho. Podendo ser implementada sob diversas formas de execução, cabe destacar inicialmente que a APR só pode ser realizada pelos profissionais da área de segurança do trabalho. Continue a leitura e saiba mais!

O que é Análise Preliminar de Risco?

O conceito de APR está envolvido com a prática de tentar identificar/mensurar previamente os riscos que certo ambiente de trabalho representa para um colaborador. Deste modo, essa ferramenta funciona segundo uma metodologia preventiva, ou seja, prioriza a antecipação dos riscos.

Para que fique mais claro como funciona a APR, basta imaginar, por exemplo, um posto de trabalho dentro de uma aciaria. Nesse caso a APR identificará previamente todos os riscos que os colaboradores em questão serão expostos (ruídos excessivos, condições térmicas elevadas, campo de locomoção reduzido, má qualidade do ar etc.)

Deste modo, é a partir dessa análise prévia que o empregador traçará medidas preventivas de segurança para os seus colaboradores, visando assim minimizar os riscos ocupacionais de todas as tarefas.  

Qual a importância da Análise Preliminar de Risco na construção?

Como já mencionado, a APR é fundamental para a redução do número de acidentes de trabalho, dessa forma, no ramo da construção civil ela também atua neste sentido.

Sendo assim, ao recorrer a uma APR em um canteiro de obras, a empresa assegura aos seus colaboradores que todos os riscos presentes na construção já foram identificados e mensurados. Com isso, cada posto de trabalho terá as suas medidas específicas de controle dos riscos e prevenção.  

Neste contexto, é a partir dessa ferramenta por exemplo que é possível precisar qual o Equipamento de Proteção Individual (EPI) mais adequado para cada situação no canteiro de obras. Além disso, a APR também é fundamental para a definição dos Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) na obra, ou seja, beneficia toda a equipe de trabalho da construção.   

Quais são os objetivos da Análise Preliminar de Risco?

Os principais objetivos da Análise Preliminar de Risco são:

  • identificar riscos ocupacionais com finalidades preventivas de segurança;

  • mensurar com o máximo de exatidão os riscos de trabalho;

  • alinhar a natureza do risco ocupacional com as características das medidas de proteção;

  • auxiliar os profissionais do setor de segurança do trabalho para a realização do mapa de risco da empresa;

  • servir como ferramenta de revisão geral de segurança para processos que já estão em operação.

Como é feita a Análise Preliminar de Risco?

A APR apresenta uma metodologia embasada na aplicação de 3 etapas, que serão explicadas abaixo.

Descrever todos os riscos e fazer a devida caracterização

Essa fase tem como objetivo identificar os agentes causadores de riscos, bem como analisar as suas consequências, para que dessa forma as ações preventivas/corretivas sejam elaboradas com mais precisão.

Cabe destacar que seja qual for o risco detectado no ambiente de trabalho, ele precisará ser rigorosamente analisado e estudado de forma técnica, pois, é somente a partir desse laudo técnico que as melhores medidas de segurança são providenciadas, visando assim a garantia da saúde e conforto dos colaboradores.   

Determinar medidas preventivas e de controle

Caracterizados todos os riscos ocupacionais, já é possível a determinação das medidas preventivas e de controle. Neste contexto, nessa etapa da Análise Preliminar de Risco são tomadas as devidas ações:

  • analisar o histórico dos processos de produção parecidos, com o objetivo de referenciá-los na hora de identificar os riscos em questão;

  • estudar e revisar a finalidade da tarefa que será executada, para que dessa forma seja garantido que independentemente da natureza do risco, ele será minimizado/neutralizado;

  • identificar os riscos segundo uma ordem de gravidade, ou seja, priorizar a elaboração das medidas de controle e de prevenção para os riscos potencialmente mais nocivos à saúde dos colaboradores;

  • constatar qual a origem/fonte dos riscos ocupacionais, de modo a catalogar outros possíveis riscos relacionados a eles;

  • incentivar a participação de toda a equipe de trabalho (principalmente aqueles colaboradores que atuam expostos aos riscos em questão) na hora de definir quais serão as medidas de controle adotadas;  

  • especificar outras medidas e ferramentas alternativas para as situações em que o controle de riscos previamente estabelecido não seja eficiente, de modo a evitar ocorrências de acidentes de trabalho;

  • indicar e distribuir de forma organizada para os profissionais da empresa as respectivas responsabilidades de execução das variadas ações preventivas.

Analisar as possibilidades de falha humana

São várias as causas de acidentes de trabalho em ambientes industriais: negligência com o uso do EPI; cansaço; tarefas realizadas de forma irresponsável; desconhecimento dos riscos ocupacionais; desatenção; falhas de funcionamento de máquinas e equipamentos etc.

Neste contexto, cabe destacar os acidentes de trabalho causados exclusivamente por falha humana, visto que são a grande maioria atualmente. Dessa forma, nessa fase da Análise Preliminar de Risco há um estudo minucioso em relação a todas as possíveis situações/demandas de risco que o colaborador enfrentará em seu posto de trabalho.

Isso tudo com a finalidade de tentar prever quais serão as prováveis falhas que um funcionário estará sujeito ao desempenhar suas atividades. Sendo assim, por meio dessa análise há uma antecipação aos erros, o que pode refletir em menos casos de falhas e equívocos durante o expediente de trabalho da equipe.

Portanto, ao verificar o conceito de APR de segurança, suas formas de execução e funcionamento, bem como os seus reflexos para a segurança dos colaboradores, é simples de concluir que essa é uma poderosa ferramenta para o combate ao elevado número de acidentes de trabalho no Brasil, essencialmente aqueles ocorridos na construção civil.  

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