Novas tecnologias sempre despertaram a curiosidade das pessoas.

Foi o que aconteceu quando o LED passou a ser uma das melhores soluções para a modernização da iluminação em residências e ambientes públicos ou privados.

O que você sabe sobre a iluminação de LED? Será que esse produto tem o mesmo efeito em diferentes ambientes? A resposta para essa questão pode ser encontrada por meio da luminotécnica.

Esse conceito nada mais é que o estudo das técnicas das fontes de iluminação artificial por meio da energia elétrica. Ela é importante pois cada modelo de lâmpada possui características diferentes que influenciam diretamente nos resultados dos projetos de iluminação, como o nível de iluminância, a distribuição espacial e rendimentos.

Essa é só uma amostra de tudo que você vai aprender neste material. Conheça agora um pouco mais sobre a iluminação de LED. Boa leitura.

Como surgiu o LED

Antes de falarmos sobre a trajetória da iluminação de LED precisamos entender seu funcionamento e os termos presentes na composição da própria sigla.

O LED (Light Emitting Diode), em português Diodo Emissor de Luz, pode ser definido como múltiplas camadas de material semicondutor. Quando conectado à corrente elétrica, o diodo gera luz

Em 1961 Robert Biard e Gary Pittman, da Texas Instruments Incorporated (empresa de tecnologia americana que projeta e fabrica semicondutores e outros circuitos integrados) fizeram uma descoberta revolucionária.

Os dois pesquisadores descobriram o efeito da corrente elétrica ao atravessar o composto químico arsenieto de gálio: uma radiação infravermelha invisível a olho nu. 

No ano seguinte, o inventor norte americano Nick Holonyak Jr. obteve uma luz visível de coloração vermelha a partir do “diodo emissor de luz”. Por conta deste fato, passou a ser reconhecido como o pai do LED.

Com a intensificação das pesquisas na área e desenvolvimento de novos materiais semicondutores obtém-se, em 1971, a mesma luz mas com variações de cor como, por exemplo, o azul, laranja, amarelo, entre outros, abrindo as portas para o comércio desse material anos mais tarde.

O ano de 1993 marcaria, mais uma vez , a história das lâmpadas e da iluminação de LED. 

O japonês Shuji Nakamura desenvolveu o primeiro LED azul brilhante e uma outra variação muito eficiente na faixa do espectro verde. Mais tarde, o grande feito: a luz branca.

LED: sinônimo de economia

Quando falamos de iluminação de LED nos referimos à uma tecnologia moderna. Uma tecnologia moderna, por sua vez, costuma ser aplicada em um ambiente moderno.

As razões para isso estão diretamente ligadas com as características dessa lâmpada.

Eficiência energética

A Portaria Interministerial nº1.007/2010, do ministério de minas e energia fixou índices mínimos de eficiência luminosa para construção, importação e comercialização das lâmpadas de uso geral em território brasileiro.

Na prática, isso significa que  as antigas lâmpadas incandescentes deveriam se adequar aos novo padrões, cabendo aos fabricantes garantir uma eficiência energética mínima. 

O Art. 39 do Código de defesa do consumidor auxilia na fiscalização da portaria, vedando a inserção de produtos ou serviços no mercado que estejam em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes.

Isso se deve ao consumo dessas lâmpadas, já que apenas o equivalente a 5% da energia elétrica consumida é transformada em luz, enquanto que os outros 95% são transformados em calor.

Por causa desse desperdício, a União Europeia decidiu abolir as lâmpadas incandescentes a partir de 2012. No mesmo sentido, o Brasil já retirou do mercado lâmpadas de 200, 150 e 100 watts, além de outras de menor potência.

Características e vantagens

De acordo com a LEDVANCE, líder de iluminação geral com presença em mais de 140 países, essa tecnologia apresenta uma série de vantagens como por exemplo:

  • Redução do consumo de energia elétrica com melhor eficiência luminosa;
  • Ausência de metais pesados e baixo custo de manutenção;
  • Menores dimensões sem perder a resistência aos ciclos de comutação;
  • Maior durabilidade, com ciclo de vida que pode facilmente exceder 50.000 horas.
  • Não emite calor, raios UV ou infravermelhos e permite a flexibilidade de usos, formas e tamanhos.

LED e Iluminação Pública: combinação perfeita

Se em uma residência comum a iluminação de LED já pode apresentar redução significativa nas contas de energia, imagine quando aplicado na indústria e na iluminação pública.

Segundo a LuxFort, estima-se que a iluminação de LED representará 84% de todas as vendas relacionadas à iluminação até 2030.

O resultado esperado é uma economia de energia primária anual de 3 trilhões de unidades térmicas britânicas (BTU), unidade de energia utilizada nas indústrias de energia, de geração de vapor, de aquecimento, e de ar condicionado.

Já para o setor de iluminação pública as expectativas também são altas, em virtude da possibilidade de realizar parcerias público-privadas (PPPs).

Nas últimas atualizações do portal Radar PPP constam que, somente no ano de 2019, foram registrados mais de 2.224 novos projetos de parceria. Esse número é sete vezes maior que o coletado no levantamento realizado no ano de 2014.

Uma explicação para a modernização dos parque de iluminação pública brasileiros é o grande número de luminárias antigas, ineficientes, sem proteção e fora das normas vigentes, gerando custos de manutenção elevados. 

Viu só como o LED revolucionou o mercado de iluminação?

A iluminação de LED pode gerar uma redução entre 75% e 95% na conta de energia, bem como diminuir os custos de manutenção, já que possuem vida útil de até 10 anos.

Com ele pode-se ter mais segurança, economia e eficiência. Um Softwares de gerenciamento associado à essa tecnologia os resultados podem ser potencializados.