Conteúdos relacionados ao saneamento urbano são comuns em nosso blog em virtude da importância e dos desafios constantes da universalização dos serviços à toda a população brasileira.

Isso porque, os investimentos em políticas públicas sociais não são adequadamente estruturados pelo poder público – impedindo que o direito ao saneamento e infraestrutura sejam investidos proporcionalmente.

Entretanto, para reverter esse cenário, o Novo Marco de Saneamento Básico incluiu mudanças e soluções de extrema importância para o desenvolvimento das cidades.

O Ranking de Saneamento 2021, realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), apresenta quatro categorias para monitorar os avanços na cobertura dos serviços no país

As categorias são analisadas pelo nível de importância no processo de universalização (de cima para baixo):

  • Rumo à universalização;
  • Compromisso com a universalização;
  • Empenho para universalização;
  • Primeiros passos para a universalização.

Segundo o Ranking, todas as regiões brasileiras estão na categoria primeiro passo para a universalização, sobretudo, as regiões do Norte e Nordeste. Já a categoria empenho para a universalização, reúne o maior número de municípios de todas as regiões.

Em contrapartida, as Regiões do Sul e Sudeste são as únicas no processo rumo à universalização. Sendo esta categoria, a mais indicada para o desenvolvimento do saneamento urbano.

Conhecer o conceito e a necessidade do saneamento é fundamental para desenvolver as cidades e promover uma sociedade igualitária. Acompanhe e saiba mais!

Quais são os serviços de saneamento urbano?

Quando falamos em saneamento, logo pensamos em abastecimento de água e esgoto. No entanto, o saneamento urbano inclui uma série de outros serviços primordiais para a infraestrutura das cidades e saúde da população. Confira a seguir.

Distribuição de água potável

O tratamento e a distribuição do serviço é realizado por companhias de saneamento, permitindo que a água chegue ao consumidor de forma segura

Entretanto, essa não é a realidade de muitos brasileiros. Isso porque, segundo o Instituto Trata Brasil, 35 milhões de brasileiros não possuem acesso à água potável, sendo 5,5 milhões nas 100 maiores cidades

A ausência de saneamento urbano adequado vai além da gestão sustentável da água, mas na saúde coletiva dos brasileiros. Em 2019, as doenças hídricas ocasionaram mais de 273 mil internações no país.

Coleta e tratamento de esgoto

O processo de coleta e tratamento de esgoto começa após a utilização da água nas residências. Ao passar por encanamentos, o esgoto chega às estações coletoras por meio de tubulações, realizando o devido tratamento e a retirada dos poluentes.

Infelizmente, boa parte dos esgotos gerados no Brasil e no mundo ainda são despejados sem tratamento e de forma irregular. Os impactos são inúmeros e afetam principalmente o meio ambiente e a população. 

Em dados, isso representa 100 milhões de pessoas sem acesso à coleta de esgoto, ou seja, quase metade da população brasileira, segundo os estudos do Instituto.

Drenagem urbana

A drenagem urbana é responsável pelo manejo da água da chuva. O sistema é projetado para coletar e escoar a água para galerias de águas pluviais, reaproveitando e redirecionando o fluxo para o tratamento das águas drenadas.

Importante nos serviços de saneamento básico, a drenagem tem como objetivo prevenir alagamentos, inundações, poluição em rios e lagos, erosão do solo e prejuízos humanos, ambientais e materiais. 

Coleta e destinação adequada de resíduos 

Em grande parte das cidades brasileiras, o lixo é um dos maiores problemas de saneamento urbano e gestão pública nos dias atuais.

Por esse motivo, a limpeza urbana e o manejo de resíduos fazem parte do processo de universalização do saneamento no país. Inclusive, a coleta de lixo é um exemplo clássico para que os resíduos produzidos sejam tratados e descartados corretamente.

Segundo o Panorama de Resíduos Sólidos de 2020, a adequação à saúde pública, conservação dos recursos naturais e a proteção do meio ambiente, são princípios fundamentais dos serviços de limpeza urbana, sobretudo, no saneamento urbano

Investimentos no setor

Acompanhando a leitura você pôde perceber que o Brasil tem muito a crescer no setor de saneamento urbano. 

Portanto, é papel do poder público investir em políticas públicas eficientes e adotar medidas que diminuam o déficit na prestação e fiscalização dos serviços. Afinal, essas ações afetam diretamente a população e outros grandes setores. 

Entretanto, o impacto dos investimentos da iniciativa privada na meta da universalização do saneamento básico têm sido destaque no segmento.

Segundo a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon), as concessões privadas somaram 33% do total de investimento pelas companhias no setor de saneamento. Em números, isso representa R$4,8 bilhões somente em 2019.

Além disso, nos primeiros seis meses de 2021, o Governo Federal investiu R$940 milhões no setor em todo o país. Desse valor, R$124,7 milhões foram destinados à Região Nordeste, devido a baixa eficiência e estrutura.

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O saneamento urbano é um direito de todos e se faz cada vez mais necessário no processo de universalização. 

Os números tendem a melhorar gradativamente, elevando as condições de desenvolvimento humano, além de ganhos para a sociedade como um todo. 

Por fim, se você ficou interessado sobre o tema? Clique aqui e saiba mais sobre a diferença entre saneamento básico e ambiental. Boa leitura!