Em um mundo onde o uso das novas tecnologias na iluminação pública segue transformado cidades em smart cities, ainda há desafios para aqueles que convivem com a falta de iluminação pública

Se tratando da distribuição de energia, o transtorno gerado pela  iluminação inadequada representa desafios constantes. Entre eles estão o consumo elevado, escassez em manutenção em instalações, além da desvalorização da região e qualidade de vida baixa

De fato, o acesso à energia é uma preocupação mundial. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que 759 milhões de pessoas ainda vivem sem eletricidade no mundo

Além disso, o relatório Tracking SDG 7: The Energy Progress Report 2021, mapeou as metas da ODS 7, que visa assegurar o acesso universal à energia segura, sustentável e moderna para todos, aponta: se os esforços não forem intensificados, cerca de 660 milhões de pessoas não terão acesso à eletricidade em 2030.

Já no cenário brasileiro, a WWF Brasil estima que esse número ultrapassa um milhão de pessoas, sendo mais de 990 mil localizados no território da Amazônia Legal, de acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA).

Contudo, a prestação de serviços de iluminação pública é de competência do poder público municipal ou distrital, conforme art. 30 e 149-A da Constituição Federal de 1988.

Em outras palavras, o investimento, operação e manutenção de ativos para uma iluminação contínua e adequada, são partilhadas entre os municípios e as distribuidoras regionais.

É evidente a relevância da iluminação pública para a sociedade, sobretudo, na transformação do cenário noturno

Apesar disso, os impactos da falta de iluminação pública são significativos e exigem atenção e compromisso das autoridades. Acompanhe a leitura para saber mais!

Violência: o grande problema da falta de iluminação pública 

De fato, a iluminação pública atua diretamente em dois pontos importantes para a administração pública: conforto e segurança da população. 

No entanto, pesquisas apontam que espaços públicos com pouca ou nenhuma iluminação intensificam a criminalidade e a insegurança

De acordo com o estudo “Os impactos da Iluminação Pública no Brasil”, com moradores de Aracaju (SE) antes da modernização dos parques de IP, a sensação de segurança variava de acordo com a incidência de iluminação pública. Além disso, a ausência dessa infraestrutura no período noturno afetava homens e mulheres de diferentes maneiras.

Em Aracaju, 57% das mulheres temiam ficar sozinhas à noite em ponto de ônibus e 53% se sentiam inseguras ao caminhar sozinhas no período noturno. O índice estava atrelado à insegurança de mulheres de se tornarem vítimas de roubo, assédio sexual ou estupro.

Além disso, a falta de iluminação pública impactava na autonomia da mulher. Conforme relatado no estudo, algumas mulheres chegaram a recusar oportunidades de emprego devido aos riscos associados às ruas mal iluminadas.

E como está a cidade atualmente?

Com contratos de PPPs e a parceria com a Plataforma Exati, o processo de modernização do parque de iluminação pública que visa substituir quase 60 mil pontos luminosos, tornou Aracajú referência nacional. Atualmente, 37 dos 49 bairros já estão passando pela modernização, o que representa 75% dos bairros da cidade.

Além de gerar 60% de economia aos cofres públicos, o projeto trouxe ganhos significativos ao meio ambiente, tráfego urbano, turismo e segurança. A criminalidade na capital diminuiu consideravelmente devido às novas políticas públicas da capital, sendo a modernização do parque de IP um dos fatores.

Segundo os dados da Secretaria de de Segurança Pública (SSP), o número de homicídios caiu 47,5% no primeiro trimestre de 2021, comparado a 2016, ano de maior alta nos números de violência na capital. Diante do cenário, a ONG mexicana Seguridad y Justicia retirou Aracaju do ranking das cidades mais violentas do mundo.

Dessa forma, a otimização do sistema de iluminação pública, através do uso de tecnologia adequada, contribui para o aumento da segurança, impactando diretamente na qualidade de vida da população.

Luminárias em LED para uma iluminação pública de qualidade

Ao mesmo tempo que encontramos um cenário precário onde falta iluminação pública, temos por outro lado a consolidação das luminárias de LED nas cidades populosas do país.

O Brasil tem hoje pelo menos nove capitais usando lâmpadas de LED nas ruas. Entre elas, destacam-se São Paulo, Curitiba, Salvador e Belo Horizonte, além de outros municípios interessados ou com substituição em andamento. 

Contudo, a projeção do Governo Federal para os próximos dez anos, é que as vias brasileiras ganhem mais de 23 milhões de luminárias tipo LED – impactando diretamente nas cidades que hoje sofrem com falta de iluminação pública.

Para que isso aconteça de forma concreta, as vias iluminadas com a tecnologia LED devem seguir normas e técnicas. Dessa forma, a luz será melhor aproveitada e direcionada, contribuindo na padronização e qualidade na prestação do serviço.

Além disso, a preocupação com o meio ambiente, sustentabilidade e eficiência energética movimentam o setor de iluminação para o desenvolvimento de novas tecnologias.

Isso porque, as transformações e os investimentos para modernizar cidades com iluminação LED viabilizam projetos de PPPs e contribuem para um  mercado competitivo, tecnológico e econômico.

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Além da nossa tecnologia: a iluminação pública é mais que um direito de todos. É uma temática de extrema importância que deve ser debatida para assegurar a oferta de um serviço de qualidade. 

Até porque, o setor é uma potência no que diz respeito à transformação das cidades.

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