Não há dúvidas que as cidades inteligentes estão ganhando cada vez mais espaço, inclusive no Brasil.

Como você sabe, uma cidade inteligente é aquela que utiliza recursos tecnológicos e toda a infraestrutura urbana disponível para gerir serviços e pessoas, facilitando o dia a dia e aumentando a qualidade de vida de todos.

Um exemplo muito interessante do que vem sendo feito nesses campos é o projeto Boston 2030, que tem como objetivo tornar o ambiente da cidade mais acessível, inclusivo e moderno. Um exemplo de planejamento a ser seguido no mundo.

Continue a leitura e conheça mais sobre esse projeto inovador e entenda conceitos importantes a respeito das cidades inteligentes.

Boa leitura.

Cidades inteligentes: Em que focar?

Não é tão simples assim estruturar grandes projetos para cidades inteligentes. Isso porque não se trata apenas de incorporar certas tecnologias no cenário urbano. É preciso compreender quais serão os seus impactos no cotidiano dos cidadãos.

Por isso, hoje existem nove indicadores que auxiliam as gestões a compreenderem o nível de inteligência em suas cidades. Veja:

  • Capital humano: Considera índices de educação e equipamentos culturais;
  • Coesão social: Relacionado a direitos humanos, como ambientes amigáveis para mulheres, existência de trabalho análogo à escravidão, entre outros;
  • Economia colaborativa: Como a população obtém capital, suas possibilidades de aplicação e de que modo contribui com a economia local;
  • Meio ambiente: Analisa a quantidade de resíduos gerada, monitora a emissão de gases, o índice de poluição, de saneamento básico e água potável;
  • Mobilidade e transporte: Existência de serviços de transporte alternativos, métrica do tempo gasto no trânsito e demais estruturas de mobilidade urbana; 
  • Planejamento urbano: Quantidade de prédios com mais de 12 andares (ou 35 metros de altura), número de pessoas por moradia,  otimização dos espaços, entre outros;
  • Projeção internacional: Capacidade suportada de passageiros nos aeroportos, hotéis, preços atrativos ao turismo, etc.
  • Tecnologia: Avalia o grau de conectividade da população, considerando cobertura da rede móvel e assinaturas de fibra ótica nas residências, disponibilização de serviços básicos online e demais infraestruturas disponíveis aos cidadãos.

O ano de 2030

Pode parecer uma data muito distante, mas o fato é que o tempo está passando cada vez mais rápido e as autoridades não podem deixar de pensar no futuro. A cidade de Boston está ganhando destaque justamente por esse pensamento a longo prazo.

De acordo com o Portal Cidades Sustentáveis, o projeto Integrado Boston 2030 tem como objetivo promover a ocupação democrática dos espaços públicos e a revitalização social e econômica dos bairros da cidade.

Todo o planejamento das ações foi planejado nos mínimos detalhes e contou com a participação da população local. Em dois anos mais de 15.000 cidadãos compartilharam ideias e visões para o futuro da cidade.

Entre as ações propostas estão o incentivo da acessibilidade e redução do tempo de deslocamento na cidade em prol da mobilidade urbana. Como consequência, promover também o acesso ao emprego e impulsionar crescimento econômico inclusivo.

Outro destaque do projeto são os investimentos em espaços públicos abertos que promovam a arte e a cultura e a criação de ambientes saudáveis preparados para as mudanças climáticas.

Claro que tudo isso sendo feito com muita tecnologia envolvida!

Dados para todos os lados

As ações do “agora” terão grande impacto em nosso futuro, inclusive no mundo tecnológico.

Vivenciamos uma era hiper conectada e que gera milhões de dados a cada minuto. Em um futuro próximo, isso será ainda mais intenso e o tratamento dos dados poderá impactar diretamente as cidades inteligentes.

Esse é um dos assuntos que vêm sendo debatidos por especialistas e foco do encontro promovido pela Conferência do Centro, em Alvaiázere, Portugal.

Personalidades da área afirmam que a contínua captação e tratamento de dados é um ótimo método para antever problemas nas cidades, favorecendo a tomada de decisão dos gestores.

Mas só isso não é suficiente para construir uma cidade inteligente. De acordo com a presidente da Câmara de Alvaiázere,  Célia Marques, é necessário aliar o progresso da transformação digital à transmissão de conhecimento.

“[…] A partilha das informações será crucial para construir novas e melhores soluções e serviços para a comunidade, sobretudo em territórios de baixa densidade”, disse Marques.

Planejamento urbano é chave

Como você viu anteriormente, uma cidade inteligente é aquela que considera os diferentes fatores para controlar e coordenar o desenvolvimento local.

O planejamento urbano é uma das melhores alternativas para transformar cidades, seja aquelas que ainda estão em fase de projeto ou as já implementadas e que não foram devidamente planejadas.

Cidades como Cartagena, na Espanha,  Fujisawa Sustainable Smart Town, no Japão, e Copenhague, na Dinamarca, são bons exemplos para analisarmos como funciona esse processo de construção.

Se você quiser saber mais detalhes sobre as cidades citadas, clique aqui e acesse nosso material exclusivo. Se quiser saber sobre planejamento ambiental, outro fator importante para cidades mais saudáveis, clique aqui.

Cidades inteligentes: Mais tecnologia, mais desenvolvimento

Como você viu nesse post, as cidades inteligentes não são apenas cidades que possuem infraestruturas diversas. São formatos que ampliam a nossa visão enquanto cidadãos sobre as experiências de habitar uma cidade.

Dependendo da tecnologia aplicada, é possível transformar realidades e estimular o desenvolvimento local. No Brasil, por exemplo, geralmente o início de cidades inteligentes se dá via parcerias público-privadas para iluminação pública.

Isso porque essa infraestrutura pode ser reaproveitada para inserção de outras tecnologias inovadores, formando um conjunto de soluções para mobilidade urbana, monitoramento de pessoas, entre outros.