As cidades inteligentes utilizam a tecnologia para melhorar a qualidade de vida de seus moradores. Nelas, são usados vários sensores e dispositivos de rede para conectar as diferentes áreas da cidade, de forma que elas consigam se comunicar com agilidade para atender às mais diversas demandas da população.

Isso traz muitas facilidades e viabiliza uma prestação de serviços públicos mais eficiente. Afinal, a tecnologia das cidades inteligentes permite monitorar o funcionamento dos serviços públicos locais e oferecer benefícios aos cidadãos.

Isso porque ela traz melhorias para diversos setores — como segurança, transportes, comércio e outros —, bem como otimiza a Gestão de Iluminação Pública e norteia a criação de melhores políticas urbanas.

Quer saber por que a iluminação pública é a base das cidades inteligentes? Continue a leitura!

Qual é a importância da iluminação pública nas cidades inteligentes?

Um sistema de Gestão de Iluminação Pública eficiente traz uma série de benefícios para a população. Afinal, ele amplia a sensação de segurança na cidade, proporciona mais conforto para todos, melhora o trânsito à noite, reduz gastos e assim por diante. Com a substituição das lâmpadas tradicionais de vapor de sódio pelos modelos de LED, a iluminação pública tornou-se a porta de entrada para sistemas inteligentes nas cidades. Isso porque é possível utilizar sua infraestrutura para conectar diferentes serviços na localidade.

Além de emitirem menos poluentes e serem mais econômicas e eficientes, as lâmpadas de LED permitem a implementação de projetos de internet das coisas (Internet of Things – IoT) para a criação de cidades inteligentes.

Por que a energia é a base das cidades inteligentes?

As lâmpadas de LED espalhadas pelas cidades podem ser utilizadas para criar uma rede que transporta dados e agrega serviços. Para isso, elas são equipadas com dispositivos inteligentes e sensores. Esses acessórios se comunicam com softwares que recebem e interpretam as informações enviadas por eles.

Os sensores usados podem captar dados sobre o desempenho da lâmpada e o que acontece no ambiente em que ela se encontra. E aí entra a IoT: uma das aplicações dessa tecnologia é justamente a criação de cidades inteligentes, já que ela possibilita que dispositivos diversos enviem e recebam dados pela internet.

Assim, depois de captar informações relevantes, os dispositivos as enviam para um sistema de controle, que pode utilizá-las para os mais diferentes fins e aplicações. Uma delas é trazer mais eficiência para os serviços públicos.

Entre as possibilidades, podem-se destacar:

  • envio de mensagens para celulares em regiões turísticas específicas;
  • informes com alertas de catástrofes e enchentes;
  • oferta de serviços comerciais em uma região para atrair mais clientes;
  • controle de semáforos e monitoramento de veículos no trânsito;
  • aumento da segurança por meio de detectores de disparos de armas de fogo;
  • alerta a motoristas sobre vagas de estacionamento disponíveis na região em que estão;
  • monitoramento de fatores ambientais, como a limpeza de ruas e a qualidade do ar.

Como é a eficiência energética nas cidades inteligentes?

A eficiência energética é uma das principais vantagens das cidades inteligentes. Além da economia de energia proporcionada pelas lâmpadas de LED, a utilização da tecnologia de telegestão permite reduzir ainda mais o consumo por meio do controle dinâmico da iluminação.

Com ela, é possível gerenciar os pontos de luz da cidade remotamente, por meio da comunicação entre os acessórios instalados nas luminárias e o software de Gestão de Iluminação Pública usado para controlá-los. A tecnologia oferece diversas funcionalidades para reduzir o gasto energético, como:

  • verificar se uma lâmpada está acesa ou apagada;
  • ajustar a intensidade da luz de acordo com a demanda do local;
  • acender as lâmpadas somente em horários necessários;
  • monitorar o consumo de energia em cada ponto;
  • descobrir se a lâmpada está próxima do fim de sua vida útil.

Dessa forma, os gastos com a iluminação pública são reduzidos e os recursos economizados podem ser investidos em outras áreas.

Quais são os desafios das cidades inteligentes?

Os principais desafios para a implantação de sistemas inteligentes nas cidades são os investimentos necessários e a falta de conhecimento sobre os benefícios que eles oferecem. Como se trata de uma ideia inovadora, muitos órgãos públicos ainda não sabem como utilizar os dispositivos inteligentes para resolver problemas em suas áreas.

As cidades inteligentes requerem um grande investimento inicial para a implantação do projeto. Porém, elas trazem ótimo retorno no longo prazo, em razão da economia de energia. Por isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já toma medidas para incentivar projetos na área.

Além disso, é preciso que os órgãos públicos mudem sua visão e percebam que as cidades inteligentes podem beneficiar a eles e também à população. Com a cidade interligada e a Gestão de Iluminação Pública automatizada, é possível economizar, ter mais organização e prestar um serviço de maior qualidade aos cidadãos.

Como se preparar para as cidades inteligentes?

A transformação das cidades exige que as empresas busquem inovar seus serviços por meio da tecnologia para atender melhor às prefeituras. Além do investimento em equipamentos necessários para a implementação dos projetos, é preciso usar um software que permita aproveitar todos os benefícios do sistema.

A utilização desse tipo de ferramenta traz mais eficiência para a empresa. Com ele, é possível monitorar sempre os pontos de luz da cidade e ter acesso a funcionalidades como a detecção automática de defeitos nos equipamentos, o acompanhamento do desempenho energético das lâmpadas e outros.

Assim, podem-se reduzir gastos e identificar a necessidade de fazer reparos nos pontos de luz sem precisar esperar que os cidadãos façam uma reclamação, por exemplo. Em outras palavras, é mais fácil manter a qualidade dos serviços e garantir a satisfação da população com a iluminação pública.

As cidades inteligentes já são uma realidade e a tendência é de que cada vez mais municípios decidam aderir a esse modelo. Afinal, elas apresentam diversos benefícios para todos e é preciso estar preparado para utilizar seus recursos da melhor forma.

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