A IoT (Internet of Things) deixou de ser uma invenção das ficções científicas, como ambientes cyberpunk na qual a casa era inteiramente autônoma, hoje é realidade. Em pesquisa anual da PWC Brasil, o Brasil se destaca em relação à outros países, como a Argentina e México, em relação à conectividade das cidades. Há estimativas de que, em menos de 10 anos, 60% da população mundial esteja alocada nas grandes cidades, superpopulação que aumenta resíduos, tráfego, poluição e outros diversos problemas que podem ser resolvidos a partir de soluções digitalizadas nas ruas. Então, na prática, o que é Internet das Coisas e como ela pode mudar nossa relação com nosso próprio município?

Cidades como Songdo, na Coreia do Sul, já nascem com a proposta de ser inteiramente sustentáveis e inteligentes, mas ainda é possível mudar os sistemas de cidades já existentes. Muitos produtos conectados permitem um cotidiano mais eficiente, sustentável, inovador e criativa além de maior interatividade e mobilidade. A Internet das Coisas é então indispensável para tornar os espaços urbanos mais inteligentes.

O que é Internet das Coisas?

A Real IoT: O que é Internet das Coisas na teoria e na prática?
Conectar tudo é a chave (Foto: Shutterstock)

O conceito de Internet of Things (IoT) abrange desde os produtos da sua geladeira até a vaga de estacionamento daquela avenida movimentada.  Essa conectividade oferecida por essa comunicação entre dispositivos, objetos e serviço proporciona, em uma cidade, inúmeras facilidades ao cidadão e ajuda a otimizar recursos para melhorar a qualidade de vida em grandes centros. A ideia de conectar todos objetos do seu cotidiano às redes possibilita inúmeras inovações e um novo leque de praticidades, fazendo uso dos mais variados dispositivos como o seu smartphone, os sistemas de inteligência artificial (ao exemplo de Alexa e Siri), uma lixeira pública ou complexos sistemas de gestão de eficiência energética.

O que é preciso para tornar uma cidade inteligente?

A Real IoT: O que é Internet das Coisas na teoria e na prática?

No passado, era comum um modelo de desenvolvimento embasado apenas em progredir, não importando quais seriam as consequências. Em outras palavras, a infraestrutura era criada de forma pouco responsável e sem visão, deixando em segundo plano tanto o meio ambiente, quanto as pessoas. Além disso,uma cidade inteligente e seus recursos tecnológicos — como internet, Bluetooth e sensores capazes de receber e transmitir informações — são utilizados para automatizar serviços e melhorar sua eficiência. Isso é possível por meio de tecnologias como a IoT, Big Data e governança algorítmica que permitem coletar, analisar e interpretar dados.

Cidades Inteligentes X Cidades Digitais

A Real IoT: O que é Internet das Coisas na teoria e na prática?
A cidade, literalmente, na palma da mão (Foto: Shutterstock)

Para começar a entender o processo, basicamente, todas as cidades inteligentes são digitais, porém, nem toda cidade digital é inteligente. Para que uma cidade possa ser considerada inteligente, seus serviços digitais precisam estar conectados – promovendo melhorias em diversos processos e auxiliar na tomada de decisões no município. As principais capitais dos Estados brasileiros já contam com um amplo desenvolvimento digital, mas cidades como Curitiba e São Paulo galgam seu espaço entre as grandes smart cities do globo, respectivamente, com o 1º e 2º lugar da empresa pioneira no país iCities.

Como trazer conectividade para o cotidiano

Iluminação pública e a Internet das Coisas

A Real IoT: O que é Internet das Coisas na teoria e na prática?

A gestão dos parques de iluminação pública é um passo importante para implementar a Internet das Coisas na urbanização, conseguindo informar acidentes, aumento da segurança, administração dos semáforos e até limpeza das ruas. Existem aproximadamente 16 milhões de pontos de iluminação nos 5.570 municípios do território brasileiro. Logo os postes como objetos mais onipresentes no cenário urbano são a maneira mais inteligente para a implementação da Internet das Coisas espalhando conectividade aos mais diversos locais e o melhor uso das fontes de energia (eficiência energética).

Algumas das inúmeras possibilidades desse sistema podem incluir:

Mapeamento

O mapeamento completo da cidade pode também encontrar com precisão a localização de veículos (como ambulâncias e ônibus) e itens de aplicativos (locação de bicicletas e entregas de comida, por exemplo).

Sensores

Essa tecnologia permite coletar os mais diversos dados em tempo real, como atualizações de qualidade do ar, climáticos, vagas de estacionamento e velocidade dos carros nas vias.

Telegestão

Gerenciar luminárias em tempo real ou através do agendamento de horários, incluindo economia na intensidade de luz. A manutenção preventiva da arborização para minimizar a perda de árvores e evitar acidentes provocados pelas suas quedas.

Anunciar problemas

O sistema inteligente pode disparar alertas para a prefeitura anunciando locais de perigo, como uma catástrofe ambiental ou um tiroteio.

Identificadores

Encontre pessoas e animais perdidos através de tags bluetooth e do sistema de georreferenciamento. Possibilita também utilizar sistemas de reconhecimento facial para identificar criminosos, detectores já presentes em sistema de transporte público.

Produtos IoT

A modernização dos parques de iluminação é um passo essencial para implantar a conectividade, a Exati tem duas soluções em software com o SGI (gestão de iluminação pública), Telegestão (a gestão smart city) e Gaia (gestão da arborização urbana).

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